sábado, 23 de março de 2013

Branco e Morena (Copo de leite)

"... eu não posso ter alergia a lactose, se isso acontecer eu me mato, envenenado, caído, nu, envolto ao leite derramado."
De: Branco
Para: Morena
Na cafeteria, as dez de uma manhã, friaca, de outono, possuídos pelo café preto, os cigarros de Morena, e a vontade que ela sentia de calar aquela boca, dramática, com um beijo.
Genial!

domingo, 16 de outubro de 2011

Lado B

Sentada na cafeteria, te prometi algo que, definitivamente, não posso entregar. Mas, ao invés de, simplismente esquecer, esse texto vai estar cheios de pedaços, os trechos que não vão prejucar o meu maldito orgulho. Assim dito...




O meu disco preferido, com a música que amo já havia alguns anos, e que tocava no lado A, qualquer um saberia, era minha favorita. E eu não precisava mais de nada, ouvindo incessantemente, sempre a mesma, me limitei.
Então, uma noite, acendi meu cigarro e enchi meu copo, cometi um erro, sem querer.
Assim que o disco começou a tocar, não era mais a minha música... pensei...vou ouvi-la uma única vez.
Isso tudo me deixou confusa e nem faz tanto tempo, estou conhecendo as variáveis de acordo com o autor de nome composto e... começando a gostar, poderia ouvi-la um final de semana sim, um não.
É confuso, porque a música não é minha. Com isso, me sinto no meio do baile, esposta a qualquer deslize, sem saber dançar, irônico, pois é.
O disco é vélho e está meio riscado, tem muito coisa que eu não entendo, porque ele galga em certas partes e estou tentando entender ...
Me parece que por hora, faltará comparência, eu não conheço muito a letra e certamente não sei sobre o que está falando, como se fosse outra lingua, é oposto, é o LADO B.

Um par tão impar.
Confuso,
inatingivel...
Fica comigo essa noite,
eu não sei de você, mas,
nem você de mim.
Opostos sempre juntos, Lado B... lado A.

terça-feira, 2 de agosto de 2011







Eu tinha a espada em punhos e foi isso que me deu coragem pra seguir em frente. Eu enfiei a lamena intera em seu coração, só pra matar de vez qualquer coisa que eu tivesse deixado pra tras, pra que eu fiz isso?
Tendo então todo o tempo pra eu fazer tudo de novo, agora quero que você volte da morte. Direto pros meus braços. Direto pra minha nova vida, eu gostaria de mostrar como eu mudei... cresci.
Mas as coisas não sairam da forma que eu esperava, insensível, Indiferente, impassível, dura de coração. E olha, não estou falando de mim. Com um pouco de razão, mas eu ainda espero, naquela piscina, sentada na berada, olhando a lua, pés na água, pensando nos seus olhos. Fumando meu cigarro.
Eu não gosto do que eu estou fazendo e mesmo assim não consigo deixar pra lá. Porque eu estou nessa bancada principal, assistindo a sua vida passar e desejando que você olhe pra mim, me encontre no meio da multidão e saiba que sou eu. Me chame pra vive-la com você. Como se a gente tivesse se conhecido hoje. Esquecer tudo. Porque doeu muito.
Não se case, não se mude, só volte. Andamos nessas duas vidas paralelas, eu pensando se um dia elas podem se cruzar novamente, pra que seguissemos uma só, de uma vez. Pois tá na cara, amiga, tá na nossa cara, que a gente é igual. Não negue só por ódio. Não me odeie só pelas mentiras dos outros, agora que não tenho mais direito nenhum nessa história, qualquer um conta qualquer coisa ao meu respeito, você pode acreditar nas baixarias que nem foram escritas por mim, por que assim é mais facil de me esquecer, qualquer motivo, não é verdade?
Agora está na minha vez de esquecer, porque, sem motivos de grande mérito, tá doendo em mim. Pode deixar, se nada do que eu diga importa, então, vou arranjar motivos jogados ao vento pra te odiar também. Mas não vou te esquecer não. Eu não sou tão forte pra arrancar amor de verdade de dentro de mim pra me livrar da dor, simplismente, não dá. Agora as primeveras de dor serão minhas.
Eu fiquei tímida, não sei mais como agir perto de você, então pôr só fico, andando no corredor, ouvindo sua voz pra matar a saudade e indo embora sem se despedir.
Enfim...

segunda-feira, 23 de maio de 2011





O que me parte o coracao eh ver que, esse desejo curioso que estou vivendo, esteja destruindo o maior desejo da minha vida.
Entendo que o comeco seja, cansativo e cheio de apegos, apegos de um passado que estah distante mas ainda eh muito recente. Acontece que nao tenho curiosidade, nem anseio por nada que esteja aqui.
Nesse momento, nao tenho saudade das coisas especificas, por enquanto eu sinto falta do Brasil, das coisas em seu devido lugar e principalmente, o poder que tinha na minha cidade, cada lugar que eu conhecia e a rotina surrada que sempre tive, hoje vejo que a tinha por um unico motivo, eu era apaixonada pela minha vida, meus amigos, minha familia, minha mulher e por cada canto que repitira as idas semanalmente.
Eu estou tentando encontrar pelo menos um pedaco de caminho, nesse espaco pra amar. Tenho tempo e sei disso. Estou sem paciencia, sem vontade, sem ninguem pra dizer tudo isso.
Um mes de cada vez. Se nao assim, acho que vou enloquecer.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Na verdade

Na verdade, ela nunca foi completamente minha,
Simplesmente passou pela minha vida,
deslizando a mão no meu corpo em troca de um mês ou dois
Eu havia me limitado as suas vontades
Porque só assim poderia dar certo, pois,
Ela dizia que não era minha
Que não era de ninguém. Tava decidido,
Que seria só isso.

Meu ciúme, reservado, escorria no meu rosto, no banheiro ou no silencio.
Eu dizia: to feliz assim.
Mentia pra ela e mentia pra mim.
Eu aceitei qualquer motivo,
Pois borrado tudo era bonito
Eu era enganada e por isso e ia alem.
Me enganar e a ela também.

Depois me veio arrependida,
Cheia de palavras sortidas,
Pra se redimir...
Pobre de mim.
Eu disse sim.


Passado semanas, nem sei mais quanto tempo
Me convidou, como sempre pra exibir minha altura
Eu vestida sabendo do erro
Fui decretando minha loucura
Eu vi que do seu lado
Meu coração partido do outro ficou
Estava decretado
Sua nova mentira de amor.


Fui pra sempre sem querer.
Nada do que passou foi certo de qualquer maneira,
Nem bom nem tanto assim.
Mas ta guardado aqui dentro de mim.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Veneno

Eu furei meu dedo costurando meu botao, realmente nao entendo porque quis costura - lo, nunca fui muito de querer concertar as coisas que estao se desfazendo. Pra que ?
Aquela blusa que tanto usava, rasgada agora, no armario. Comprei uma nova. Ja era tempo de trocar, nao e mesmo ?!
Eu vou deixando passar... com o tempo a poeira baixa e acumula por de baixo de minha cama, nao haviam motivos para mexer la. Nao tinha que exibir meu quarto pra ninguem, nao quero aparecer, nao quero galantear... ninguem, pra ninguem.
Saio de casa e so volto no dia seguinte, pra mudar os ares, a cabeca fica longe, onde alcancar a minha imaginacao, onde estiver com vontade de ir. Ontem a minha vontade era de matar, mais passou, ficou uma magoa, algo indefinido, enjusticada, calada. Como sempre fui.
Nao me orgulho, nao me engano...
Quero mostrar o dedo do meio pra mae do padre. Coitada, tao pura. Mas estou assim, sem perdao.
Que bom.
Ja era tempo.

terça-feira, 6 de julho de 2010

.

Quando eu digo que nenhuma canção cabe a mim...
Eu tenho sempre que afinar nas de melancolia, nas desafinadas, que arranhando um choro, ficam roucas, perfeitas.
Quando eu digo que nenhum vicio cabe a mim...
tenho tantos, egoísmo, egocentrismo, cigarros, nenhum copo na mesa, nem sei cozinhar. O Mau humor é o mais comum.



É muito difícil sustentar essa sindrome do pânico, sozinha.
Eu passo muito tempo pensando, agora que, né, tiraram uma parte, chata mais de suma importância, do meu chão.
Tenho que pular o buraco que esse acaso causou em minha casa, olho pros lados, tédio. Aquela sensação de que
é tão inutil que de nada presta, não resta nada a fazer. Nem ligo a TV. Não me deixarei levar, TV é a assinatura
do preguisoso. Deitado, gordo, comida congelada, sofá. ¬¬ irritação.
Tenho preguiça de pensar nas possibilidades MAIS UMA VEZ. Eu tava tão perto de ter minhas tão merecidas férias.
Cuzão, o irresponsavel que dizer, "oras, isso é como se fossem férias". Não é. NÃO É!!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Ironia Gratuita

Minha memória particular relata sua existência atravez dos sons.
O salto alto, pisando doce no taco da casa vazia. Enquanto ela caminha, leva consigo um cigarro preso firme entre os dedos, ela é assim, a noite. A taça quase sempre marcada de batom vermelho, dela que engole o vinho tinto e continua caminhando subindo e descendo as escadas da casa, as luzes apagas, o que vem de fora ilumina o caminho.
Esse lugar cheira fumaça misturada com perfume, a música vem melancólica lá de baixo. Ela alisa os cabelos, prendendo - os, traga o cigarro, e nesse momento, exatamente, pensa nas possibilidades.
_ Poderia dar certo, não ? Balança a cabeça e solta a fumaça de maneira firme, desabafando o sentimento, olhando pra lugar nenhum.
Nenhuma pessoa é lugar de repouso. Ninguém diria o contrário. Pois é, eu digo que, não mesmo.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Ao ouvido.

De todas elas, as palavras
Irar-se, revoltar-se, dedignar-se
Já perdi o acesso aos meus passos.
Tudo que faço: errado. Não faça
.Um espirito cansado é o meu. Em dúvida, Confuso ?
Madness dans ce cœur de pierre et il est maintenant presque n'existe plus...
De certa forma, já derretido, infiado nessa putaria onde se encontram todos os pensamentos.
Os momentos.
Meus talentos.
Isento.
Lazarento.
I'm NOT available.
Já nem sei mais o que vou considerar meu martírio.
Enfim...
que tudo vá pra puta que pariu.

quarta-feira, 17 de março de 2010

O cheiro do livro na biblioteca da cidade.
Lá, havia uma janela grande que enquadrava o resto do tempo lá fora e deixava o cheiro de, quinta feira a tarde, passear lentamente, enquanto encontrava - se com o cheiro de café preto com o perfume das folhas do livro novo.
Usava um tênis confortável, jeans rasgado, uma meia calça preta por baixo, camisete branca e um terninho preto, estava assim, sentada no sofá envolto as preteleiras de madeira fina.
Mesmo que estivessem, as pessoas da sala ao seu redor, mesmo que estivesse só, mesmo assim, não faria o tempo voltar a correr, pois, havia entrado em um transe, no mundo que era só dela, onde desejava estar de verdade. Aquele seu mundo paralelo era perfeito.
Não era mau quando, estagnada na mesma página durante muito tempo, já nem se emportava com a história, depois, retomaria sua leitura, sem esquecer onde havia parado, como se não estivesse perdendo tempo.
Nunca usou relógio, desejou durante muito tempo que sempre fosse final de tarde fresca e ensolarada, gostava da noite de estrelas e de ficar acordada de madrugada. _ Quanto tempo. Ela pensava, já cansada as vinte duas horas, não dormia mas que isso.
Vontade de ler um livro com tanta força que mesmo mil páginas não fariam parar de ler.
A cadeira na sacada do apartamente no ultimo andar, em uma noite estrelada e fria. Usando um palestino no pescoço, bebendo vinho tinto na taça, os pés pro alto e o olhar perdindo novamente no mundo ideal, a tv está ligada e todas as luzes apagadas, muito bem acompanhada de um beijo na boca.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Preia de mim.


Observei por um momento como se estivesse fora do meu corpo.
No início, me senti confusa, pois eram tantas informações mas era visto fulgente quando observando duvidosa ... como sou tão precatória e pra isso incansáveis vezes, diariamente, galanteando, fazendo a corte pra receber em troca as esmolas baratas daqueles sorrisos forçados por conveniência, por ganhos futuros de mais lisonjeios que vinham com brindes de massagem no ego que é o que eu sempre faço... e eu ?
Depois do que ocorre em minha vida pessoal e depois do que se passa no trabalho me coloquei em pré-penultimo lugar na minha vida.
"Eu não sei lidar com o espelho" e não estou de bom humor para as famosas metáforas. Não sou uma pessoa que controla as emoções, mas tenho noção. Por isso, não citarei nomes.
Hoje me vi ser juiz de mim mesma e pronunciei a minha sentença, me dei férias. Eu não pronuncio elogios, eu não procuro e nem pronuncio.
Mudanças são boas, drásticas melhores ainda.

Chega de talvez. Agora é com certeza, absoluta e incontestável.

sábado, 24 de outubro de 2009

Casto meu.

"De que maneira chove a chuva tão certa de que é certo chover?"
...
"Ela chove certa que não vai deixar o Sol secar ou deixar morrer."


Últimamente ando traçando um caminho acompanhado de uma trilha sonora. Tenho passeado numa estrada meio abandonada, sozinha num carro anos 60, azul bebe.
São dias inteiros de bastante calor, o sol reflete o parabrisa enquanto eu, continuo sem destino.
E não adiantaria tantos quilometros sem os cigarros, sem Brenda Lee, sem Doris Day...
Tento incansáveis vezes livrar - me de todos os pensamento, deixar a mente clara e lúcida, para poder ouvir somente a música, mas meu corpo não leva em conta o vento no rosto secando lágrimas, forçando sorrisos.
Eu quero lembrar, eu crio situações ao meu favor, eu alimento falsas verdade, pequenos pecados, algumas esperanças.
Desvio a atenção, quero o barulho do motor, ele vibra, a sensação orgástica faz com que venham todos os pensamentos e quando abro os olhos ... ainda estou na estrada.
Já não sei mais quando vou parar.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

J. C.

"Sabe quando você pinta um quadro na memória? Nele tem um campo, crianças correndo e uma mulher encostada na porta? Aquela mulher não é você. E por um breve momento de realidade o quadro borra e você percebe que por trás da sua pintura aquele desenho era a cidade..."


"Pediram - me uma vez para que explicasse a minha filosofia e eu disse :
- Simples! Eu sou o subúrbio e você o centro."

"Eu gosto da respiração ofegante, de um coração disparado, do rosto corado, das pernas mexendo frenéticamente e uma mão acalmando de repente."



"Queria mais momentos como o momento em que entrei naquele onibus. Escureci o tempo com as cortinas fechadas, ouvia uma boa música, de voz calma, bem perto dos ouvidos. Estava a caminho da minha casa, mas, o onibus não havia saído, vinte minutos, dez paras quatro, olhando no relógio tão incoveniente, queria que ele parasse junto com o tempo, pelo tempo que eu quizesse, naquele instante, naquele pensamento."



"O ódio e o amor, dois lados da mesma moeda. Mas a mesma moeda, não se divide, não se separa... triste, não é mesmo ? As coisas que me são propostas são hipocrisias de uma confusão, a hipótese de ser real e estar com uma falha, encomoda muita gente, não a mim, eu sei viver com os meus erros e com os meus segredos ... confuso ? É quase a mesma coisa que negar uma nota de cem porque esta rasgada. Não rejeito, da - se um jeito de recupera - la, mesmo rasgada ela ainda me tem valor."



"Eu tenho abstinência, falta, vontade. Passei alguns momentos olhando para o telefone, agradeço meu orgulho, o combinado é não ligar. Combinei comigo mesma. Eu escrevo pra passar o tempo e acabo lembrando de qualquer jeito, escrevo sem olhar as letras, releio tudo... e olhe, veja só, a mente lembra de cada coisa, eu penso até no que ainda não aconteceu. No que, dizem por ai, que nunca poderá acontecer. Estou esgotada. É muita informação, as palavras agora já nem fazem muito sentido. Mas na verdade, não é verdade, não é mesmo ?"

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

... é a ventania !

O dia era de sol escaldante e ofuscou a vista.
Surpreendente é a brisa que soprou a nuca, aliviou o calor e passou um arrepio.
Depois disso passa os dias desejando aquele sopro inocente pra aliviar o corpo.
Confusos são os dias chuvosos que aparecem e te fazem pensar que, exite a necessidade de viver sem a brisa ... nem que seja pelo inverno.
Até que chegue o verão.
Na memória não esquece o som sedutor que a brisa fez quando passou por entre as frestas das portas e janelas, tão perto do ouvido. Tão dentro de mim !

terça-feira, 15 de setembro de 2009

A CARTA QUE NAO FOI MANDADA - Toquinho / Vinícius de Moraes

Paris, outono de setenta e três
Estou no nosso bar mais uma vez
E escrevo pra dizer
Que é a mesma taça e a mesma luz
Brilhando no champanhe
Em vários tons de azuis.
No espelho em frente eu sou
Mais um freguês.Um homem que já foi feliz, talvez.
E vejo que em seu rostoCorrem lágrimas de dor.
Saudade, certamente, de algum grande amor.
Mas ao vê-lo assim tão triste e só,
Sou eu que estou chorando
Lágrimas iguais.





PS: Uma música pra ouvir no escuro d o apartamento vazio, o cigarro na sacada, o vinho e um final de tarde ensolarada.

A cartomante, era eu.

Nem foi preciso todo aquele teatro.
Houve um momento em que uma brisa diferente passara por mim, me apontando a direção.
Eu me senti de pés descalços em frente ao mar deserto, areia branca, o céu azul, o vento ... Eu fechei meus olhos, não era um sonho, ao abri - los estava em meio a cidade, muito barulho, pessoas, e eu ali, de coração acelerado, suando frio.
Eu vi você passando na minha frente.
Eu e você somos uma coisa só, completamente previsível.As cartas do baralho, são seus olhos, indiscutivelmente profundos, eu os leio com clareza, esses olhos verdes.Por prever determinados acontecimentos, tenho a sensação de estarmos juntas por longa data, anos.
Eu sei quem você foi, em quem você se tornou.
Não leio suas mãos, não é necessario, já que entendo todo o caminho que vai seguir atravéz de seus beijos, tão longos, em mim. Ninguém precisa me dizer mas nada...
Hoje sei que a cartomante, sempre fui eu.

sábado, 5 de setembro de 2009

Desabafos sem destino...

Pré julgamento sobre determinadas atitudes tomadas em um momento de tensão, elas não são compriendidas pois são ditas sobre a explosão contida e sem a razão, que se confunde ... devo revelar nesse momento e dizer tudo que penso, ofendendo mas sendo sincera, ou, é melhor o silêncio e a paciêcia de esperar, quem sabe um dia a pessoa, talvez, note que algo está errado e venha lhe perguntar.Eu me conheço, falo por mim, depois... eu não falaria mais. Então, com isso, já que quero ser o mais confidente dos que estão ao meu lado, me encontro no único caminho onde sei que posso mostrar meu real sentido, ajo por impulso.Ao ver o ato em si, quem não conhece, não entende, julga como uma pessoa inabdicável. Mas na verdade, desejaria não ser dessa forma, saber e ter caltela, para evitar brigas em vão, desencanar, desapegar, deixar ser. As pessoas que se limitam de ver algo que não gosta, fazem isso na sua frente, quando você sai, ela volta a fazer o que é de agrado, falam das coisas que se calaram quando estava ao seu lado.Acredito, que ajir pelas costas é pior, mas o que o coração não vê... unf... odeio essa frase mediucre. Minha mente autista as vezes me facina, quanta imaginação e na maioria das vezes, tudo que penso é verdade e eu estava certa de me incomodar o tempo todo, só fui pré julgada pois não soube me expressar.E eu, como uma idiota que sou, ainda tento agradar e sofro o tempo todo, não, não estou implorando atenção, nem pedindo retribuição pelos meus atos, mas... limites existem.Limitar - se, parar pra pensar se o atos tomados poderiam ferir os demais ao redor, e se limitar a toma - los sozinho. Sou um pouco egoísta, admito, e me orgulho disso, "de assumir", obviamente. O meu egoísmo e ciúmes me irritam. Mas estão comigo, é inevitavel. Sim, existem certas coisas que quero só pra mim, porém, relaxo de veras e deixo que seja da maneira que deve ser, mesmo que eu não goste do resultado, faço para deixar alguém, que não eu, feliz.Já deixei de fazer muitas coisas por respeito, mesmo achando que haveria de ser bobagem, ainda sim, me limitei e não o fiz e não sofro por me limitar, não falar de certos assuntos do passado, não tocar em algumas feridas, faço com prazer. Masssss... essa sou eu, egoísta, revoltada, cheia de lamentos e chata. Não é mesmo?
Me desculpem o desabafo sincero... não me sinto melhor por isso, ainda penso nas atitudes alheia direcionadas a mim !

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Declarações

Uma alma ferida. Foi como um vírus que foi transmitido a mim. Eu senti a dor e sei que vai durar. De forma que me faz acretitar que existe um destino marcado, as pessoas se conhecer com pretenções, nosso encontro determinou que uma deve cuidar da outra. E assim, ela tranferiu uma ferida do passado, é como se eu tivesse vivido aquele equivoco, eu choro como criança, são dois sentimentos divididos, são dois caminhos que devo tomar. Um é sentir junto a ela a dor de certas situações do passado, seguindo de mãos dadas e criando raizes que ficarão pra sempre em nós. O outro caminho... sei que devo protege - la a qualquer preço, seguindo os seus passos, beijando seu rosto, caminhando um passo a frente pra que ela não tropece outra vez. Numa noite dessas vi sua força, admirei suas obras, por um segundo até quis ser assim. Corajosa. Como não me apaixonaria ?Porque não ficaria ?A cada parte de nossa vida juntas que estamos passando adquiro dentro do coração mais amor, acompanhado de mais ciúmes, de mais orgulho dela. Não que eu á trate como um troféu, não é isso !Mas facil seria se eu admitisse meus pensamentos assim como ela já fez uma vez...Devo ?Na realidade não gosto de pensar nas coisas que penso pois existem certas coisas na vida que são obvias de mais pra mim e eu sei que existem as pessoas que fogem a regra mais, tenho medo do futuro, ela é tão nova, com tantos planos, será que se encaixaria aos meus, ou no fim acabaria como as outras.... sabe de uma coisa, eu duvido ! Já que estou falando do futuro posso até falar um pouco dos meus pensamentos piegas, que na verdade NUNCA pensara antes, com ninguém, sempre fui muito pé no chão, mas.... ela... me fez pensar.Senti um dia desses mais depois disso não paro de pensar, pensei :- É ela ! Ela é a pessoa que quero pro resto da vida, não tenho mais medo de pensar, só de admitir. Talvez por não saber o que ela quer, o que ela pensa.Mas, devo falar, não é mesmo, ela seria a mãe perfeita pro meu filho, a mulher perfeita pra minha vida.... quero morar com ela, casar, INÉDITO. Nem meus mais intimos já me ouviram falar algo assim. Até uns dias atras não havia me decidido, mas... é ela.Minha menina.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

(...)

Existe uma voz, que acalenta uma canção. E que enquanto cita versos abafados é bom pra chorar. Quando chego mais perto da porta vejo a meia luz por debaixo refletindo. Um som afinado de tão doce melancolia, que, devo dar um trato lhano, com ouvidos singelos, só pra ela. Nunca saberei o que se passa nesse lugar recôndito, nada se vê pois é profundo demais, mas convicta digo, é fácil sentir.Essa é a batida forte, a intencidade ocultada, o grito que abafa dentro, a lágrima que é unica, à deixando escorrer por um breve momento e à prendendo antes que alguém note. Vagando belas melodias sinceras, aguardando um ouvido curioso, alguém que ouça o som e entenda que não deve utrapassar os limites, que é romantico e quase platônico, um amor que clama com cólera. Querendo dizer... sei lá o que. Deixa o corpo sossegado,calmo, certo, seguro. Para algo que tantos desejam, que tem um caminho tão simples de chegar, pra me mostrar que pela sua riqueza e modo de viver somos julgadas felizes, pra ter do lado pra sempre, no meu eterno, no infinito, pra colocar nas minhas histórias e ter na minhas lembranças !

Pro meu mais novo amor.

sábado, 8 de agosto de 2009

Quase uma canção

Mirou com seus olhos verdes cheios de segredos,
quando dança seus passos ela é toda cautela,
ela toma cuidado, ela é cheia de dedos,
ela sabe chegar com um charme só dela.

ela me chama, a sombrancelha levantada,
um cigarro na mão, a perna ela mostra .
Se lhe falo no ouvido, com a boca apertada,
lhe aperto o vestido, arranha - me as costas.

De peitos fartos, causando ciúme,
os coloca em um decote e desfila pela cidade
regada com cheiro daquele perfume.
Me arrepiando toda, me deixando com vontade,

quando chega a noite e ela está toda mulher
vindo em minha direção. Enchendo de flores meu caminho,
Te quero só pra mim. Faço o que quizer
Levanta o pelo, puxa meu cabelo que te trato com carinho.

Me ergo toda quando me dá um beijo na boca
e me deixa toda assim.
Tenho uma ideia não me deixe louca,
arranca - te a roupa e chega mais em mim.