quarta-feira, 5 de maio de 2010

Ironia Gratuita

Minha memória particular relata sua existência atravez dos sons.
O salto alto, pisando doce no taco da casa vazia. Enquanto ela caminha, leva consigo um cigarro preso firme entre os dedos, ela é assim, a noite. A taça quase sempre marcada de batom vermelho, dela que engole o vinho tinto e continua caminhando subindo e descendo as escadas da casa, as luzes apagas, o que vem de fora ilumina o caminho.
Esse lugar cheira fumaça misturada com perfume, a música vem melancólica lá de baixo. Ela alisa os cabelos, prendendo - os, traga o cigarro, e nesse momento, exatamente, pensa nas possibilidades.
_ Poderia dar certo, não ? Balança a cabeça e solta a fumaça de maneira firme, desabafando o sentimento, olhando pra lugar nenhum.
Nenhuma pessoa é lugar de repouso. Ninguém diria o contrário. Pois é, eu digo que, não mesmo.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Ao ouvido.

De todas elas, as palavras
Irar-se, revoltar-se, dedignar-se
Já perdi o acesso aos meus passos.
Tudo que faço: errado. Não faça
.Um espirito cansado é o meu. Em dúvida, Confuso ?
Madness dans ce cœur de pierre et il est maintenant presque n'existe plus...
De certa forma, já derretido, infiado nessa putaria onde se encontram todos os pensamentos.
Os momentos.
Meus talentos.
Isento.
Lazarento.
I'm NOT available.
Já nem sei mais o que vou considerar meu martírio.
Enfim...
que tudo vá pra puta que pariu.

quarta-feira, 17 de março de 2010

O cheiro do livro na biblioteca da cidade.
Lá, havia uma janela grande que enquadrava o resto do tempo lá fora e deixava o cheiro de, quinta feira a tarde, passear lentamente, enquanto encontrava - se com o cheiro de café preto com o perfume das folhas do livro novo.
Usava um tênis confortável, jeans rasgado, uma meia calça preta por baixo, camisete branca e um terninho preto, estava assim, sentada no sofá envolto as preteleiras de madeira fina.
Mesmo que estivessem, as pessoas da sala ao seu redor, mesmo que estivesse só, mesmo assim, não faria o tempo voltar a correr, pois, havia entrado em um transe, no mundo que era só dela, onde desejava estar de verdade. Aquele seu mundo paralelo era perfeito.
Não era mau quando, estagnada na mesma página durante muito tempo, já nem se emportava com a história, depois, retomaria sua leitura, sem esquecer onde havia parado, como se não estivesse perdendo tempo.
Nunca usou relógio, desejou durante muito tempo que sempre fosse final de tarde fresca e ensolarada, gostava da noite de estrelas e de ficar acordada de madrugada. _ Quanto tempo. Ela pensava, já cansada as vinte duas horas, não dormia mas que isso.
Vontade de ler um livro com tanta força que mesmo mil páginas não fariam parar de ler.
A cadeira na sacada do apartamente no ultimo andar, em uma noite estrelada e fria. Usando um palestino no pescoço, bebendo vinho tinto na taça, os pés pro alto e o olhar perdindo novamente no mundo ideal, a tv está ligada e todas as luzes apagadas, muito bem acompanhada de um beijo na boca.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Preia de mim.


Observei por um momento como se estivesse fora do meu corpo.
No início, me senti confusa, pois eram tantas informações mas era visto fulgente quando observando duvidosa ... como sou tão precatória e pra isso incansáveis vezes, diariamente, galanteando, fazendo a corte pra receber em troca as esmolas baratas daqueles sorrisos forçados por conveniência, por ganhos futuros de mais lisonjeios que vinham com brindes de massagem no ego que é o que eu sempre faço... e eu ?
Depois do que ocorre em minha vida pessoal e depois do que se passa no trabalho me coloquei em pré-penultimo lugar na minha vida.
"Eu não sei lidar com o espelho" e não estou de bom humor para as famosas metáforas. Não sou uma pessoa que controla as emoções, mas tenho noção. Por isso, não citarei nomes.
Hoje me vi ser juiz de mim mesma e pronunciei a minha sentença, me dei férias. Eu não pronuncio elogios, eu não procuro e nem pronuncio.
Mudanças são boas, drásticas melhores ainda.

Chega de talvez. Agora é com certeza, absoluta e incontestável.

sábado, 24 de outubro de 2009

Casto meu.

"De que maneira chove a chuva tão certa de que é certo chover?"
...
"Ela chove certa que não vai deixar o Sol secar ou deixar morrer."


Últimamente ando traçando um caminho acompanhado de uma trilha sonora. Tenho passeado numa estrada meio abandonada, sozinha num carro anos 60, azul bebe.
São dias inteiros de bastante calor, o sol reflete o parabrisa enquanto eu, continuo sem destino.
E não adiantaria tantos quilometros sem os cigarros, sem Brenda Lee, sem Doris Day...
Tento incansáveis vezes livrar - me de todos os pensamento, deixar a mente clara e lúcida, para poder ouvir somente a música, mas meu corpo não leva em conta o vento no rosto secando lágrimas, forçando sorrisos.
Eu quero lembrar, eu crio situações ao meu favor, eu alimento falsas verdade, pequenos pecados, algumas esperanças.
Desvio a atenção, quero o barulho do motor, ele vibra, a sensação orgástica faz com que venham todos os pensamentos e quando abro os olhos ... ainda estou na estrada.
Já não sei mais quando vou parar.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

J. C.

"Sabe quando você pinta um quadro na memória? Nele tem um campo, crianças correndo e uma mulher encostada na porta? Aquela mulher não é você. E por um breve momento de realidade o quadro borra e você percebe que por trás da sua pintura aquele desenho era a cidade..."


"Pediram - me uma vez para que explicasse a minha filosofia e eu disse :
- Simples! Eu sou o subúrbio e você o centro."

"Eu gosto da respiração ofegante, de um coração disparado, do rosto corado, das pernas mexendo frenéticamente e uma mão acalmando de repente."



"Queria mais momentos como o momento em que entrei naquele onibus. Escureci o tempo com as cortinas fechadas, ouvia uma boa música, de voz calma, bem perto dos ouvidos. Estava a caminho da minha casa, mas, o onibus não havia saído, vinte minutos, dez paras quatro, olhando no relógio tão incoveniente, queria que ele parasse junto com o tempo, pelo tempo que eu quizesse, naquele instante, naquele pensamento."



"O ódio e o amor, dois lados da mesma moeda. Mas a mesma moeda, não se divide, não se separa... triste, não é mesmo ? As coisas que me são propostas são hipocrisias de uma confusão, a hipótese de ser real e estar com uma falha, encomoda muita gente, não a mim, eu sei viver com os meus erros e com os meus segredos ... confuso ? É quase a mesma coisa que negar uma nota de cem porque esta rasgada. Não rejeito, da - se um jeito de recupera - la, mesmo rasgada ela ainda me tem valor."



"Eu tenho abstinência, falta, vontade. Passei alguns momentos olhando para o telefone, agradeço meu orgulho, o combinado é não ligar. Combinei comigo mesma. Eu escrevo pra passar o tempo e acabo lembrando de qualquer jeito, escrevo sem olhar as letras, releio tudo... e olhe, veja só, a mente lembra de cada coisa, eu penso até no que ainda não aconteceu. No que, dizem por ai, que nunca poderá acontecer. Estou esgotada. É muita informação, as palavras agora já nem fazem muito sentido. Mas na verdade, não é verdade, não é mesmo ?"

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

... é a ventania !

O dia era de sol escaldante e ofuscou a vista.
Surpreendente é a brisa que soprou a nuca, aliviou o calor e passou um arrepio.
Depois disso passa os dias desejando aquele sopro inocente pra aliviar o corpo.
Confusos são os dias chuvosos que aparecem e te fazem pensar que, exite a necessidade de viver sem a brisa ... nem que seja pelo inverno.
Até que chegue o verão.
Na memória não esquece o som sedutor que a brisa fez quando passou por entre as frestas das portas e janelas, tão perto do ouvido. Tão dentro de mim !

terça-feira, 15 de setembro de 2009

A CARTA QUE NAO FOI MANDADA - Toquinho / Vinícius de Moraes

Paris, outono de setenta e três
Estou no nosso bar mais uma vez
E escrevo pra dizer
Que é a mesma taça e a mesma luz
Brilhando no champanhe
Em vários tons de azuis.
No espelho em frente eu sou
Mais um freguês.Um homem que já foi feliz, talvez.
E vejo que em seu rostoCorrem lágrimas de dor.
Saudade, certamente, de algum grande amor.
Mas ao vê-lo assim tão triste e só,
Sou eu que estou chorando
Lágrimas iguais.





PS: Uma música pra ouvir no escuro d o apartamento vazio, o cigarro na sacada, o vinho e um final de tarde ensolarada.

A cartomante, era eu.

Nem foi preciso todo aquele teatro.
Houve um momento em que uma brisa diferente passara por mim, me apontando a direção.
Eu me senti de pés descalços em frente ao mar deserto, areia branca, o céu azul, o vento ... Eu fechei meus olhos, não era um sonho, ao abri - los estava em meio a cidade, muito barulho, pessoas, e eu ali, de coração acelerado, suando frio.
Eu vi você passando na minha frente.
Eu e você somos uma coisa só, completamente previsível.As cartas do baralho, são seus olhos, indiscutivelmente profundos, eu os leio com clareza, esses olhos verdes.Por prever determinados acontecimentos, tenho a sensação de estarmos juntas por longa data, anos.
Eu sei quem você foi, em quem você se tornou.
Não leio suas mãos, não é necessario, já que entendo todo o caminho que vai seguir atravéz de seus beijos, tão longos, em mim. Ninguém precisa me dizer mas nada...
Hoje sei que a cartomante, sempre fui eu.

sábado, 5 de setembro de 2009

Desabafos sem destino...

Pré julgamento sobre determinadas atitudes tomadas em um momento de tensão, elas não são compriendidas pois são ditas sobre a explosão contida e sem a razão, que se confunde ... devo revelar nesse momento e dizer tudo que penso, ofendendo mas sendo sincera, ou, é melhor o silêncio e a paciêcia de esperar, quem sabe um dia a pessoa, talvez, note que algo está errado e venha lhe perguntar.Eu me conheço, falo por mim, depois... eu não falaria mais. Então, com isso, já que quero ser o mais confidente dos que estão ao meu lado, me encontro no único caminho onde sei que posso mostrar meu real sentido, ajo por impulso.Ao ver o ato em si, quem não conhece, não entende, julga como uma pessoa inabdicável. Mas na verdade, desejaria não ser dessa forma, saber e ter caltela, para evitar brigas em vão, desencanar, desapegar, deixar ser. As pessoas que se limitam de ver algo que não gosta, fazem isso na sua frente, quando você sai, ela volta a fazer o que é de agrado, falam das coisas que se calaram quando estava ao seu lado.Acredito, que ajir pelas costas é pior, mas o que o coração não vê... unf... odeio essa frase mediucre. Minha mente autista as vezes me facina, quanta imaginação e na maioria das vezes, tudo que penso é verdade e eu estava certa de me incomodar o tempo todo, só fui pré julgada pois não soube me expressar.E eu, como uma idiota que sou, ainda tento agradar e sofro o tempo todo, não, não estou implorando atenção, nem pedindo retribuição pelos meus atos, mas... limites existem.Limitar - se, parar pra pensar se o atos tomados poderiam ferir os demais ao redor, e se limitar a toma - los sozinho. Sou um pouco egoísta, admito, e me orgulho disso, "de assumir", obviamente. O meu egoísmo e ciúmes me irritam. Mas estão comigo, é inevitavel. Sim, existem certas coisas que quero só pra mim, porém, relaxo de veras e deixo que seja da maneira que deve ser, mesmo que eu não goste do resultado, faço para deixar alguém, que não eu, feliz.Já deixei de fazer muitas coisas por respeito, mesmo achando que haveria de ser bobagem, ainda sim, me limitei e não o fiz e não sofro por me limitar, não falar de certos assuntos do passado, não tocar em algumas feridas, faço com prazer. Masssss... essa sou eu, egoísta, revoltada, cheia de lamentos e chata. Não é mesmo?
Me desculpem o desabafo sincero... não me sinto melhor por isso, ainda penso nas atitudes alheia direcionadas a mim !